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Grande FF - folga e fuga

GRANDE FF - GRANDE FF

Perdoem-me pela Grande fuga e folga.

Após o Termino da minha história como estilista, alcei novos vôos. Caminhando sobre os ventos fortes da moda, me deparei com um novo rumo - produção.

Por isso, a Grande FF. Após reestruturado e com os motores ligados, volto com muitas histórias para contar. Inclusive, fiquem atentos que em breve o site ficará pronto.

Beijos

La veuve de Saint-Pierre

laveuvedesaintpierre - laveuvedesaintpierre

“La Veuve de Saint-Pierre” é uma brilhante história, sem cair em nenhum clichê que poderia transformá-la em apenas mais um drama amoroso.
O amor é o grande tema deste magnífico filme do prestigiado diretor francês Patrice Leconte. Mas não um amor tradicional, é um amor genuíno e quase que fraternal.

No elenco , os atores ajudam a construir um enredo atrativo e convincente. Juliette Binoque atua impecavelmente e forma com Daniel Auteuil um casal formidável: os atores nos convencem do amor de seus personagens, que exalam envolvimento e paixão.
A trilha sonora e a fotografia também merecem destaque: as músicas e as belas tomadas completam o clima de envolvimentos e tensões – não só amorosas. Junte bons atores, um Canadá gelado e a música adequada: está feito um bom filme.

Vide trailer do Filme:

Sinopse

Em 1849 a calma de uma comunidade pequena na ilha de St. Pierre, na costa do Canadá francês, é rompida quando dois bêbados, Ariel Neel Auguste (Emir Kusturica) e Louis Ollivier (Reynald Bouchard), matam de forma insensata Coupard (Michel Daigle). Ambos são sentenciados a morte, mas Ollivier, que tinha sido condenado a trabalhos forçados, morre em um acidente a caminho da prisão. Já o outro réu, Neel, fica esperando que chegue à cidade uma guilhotina, pois a república exige que qualquer civil que tenha recebido a pena capital tem de ser guilhotinado. Além do instrumento de execução também é necessário um carrasco, pois não há ninguém na ilha que queira exercer esta função. Enquanto o governador (Michel Duchassoy) e seus assessores solicitam que o governo lhes mande uma guilhotina, Neel Auguste fica confinado em uma cela que é muito próxima da casa de Jean (Daniel Auteuil), o capitão, que controla a polícia e o presídio. Logo sua mulher, Pauline (Juliette Binoche), sente vontade de conhecer o prisioneiro e lhe pede que a ajude em fazer um jardim. Meses se passam antes que uma guilhotina velha possa ser mandada da Martinica, pois lá receberam uma nova, e Neel se torna o protegido do capitão e de sua esposa, que o tratam com generosidade. Em retribuição, ele executa atos altruístas para a comunidade, com Pauline guiando Neel para a redenção através de trabalho, sobriedade e estudo. Porém os homens da pequena elite francesa, que governa o lugar, critica o capitão pelo apoio que ele dá para sua esposa. Logo Neel se torna um membro popular da comunidade, no entanto isto enfurece as autoridades e faz com que o governador da ilha não queira só executar Neel, mas também que o capitão seja castigado por sua benevolência com o prisioneiro.

Informações TécnicasTítulo no Brasil: A Viúva de Saint-Pierre
Título Original: La Veuve de Saint-Pierre
País de Origem: França
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 112 minutos
Ano de Lançamento: 2000
Site Oficial:
Estúdio/Distrib.:
Direção: Patrice Leconte

Elenco
Juliette Binoche …. Pauline
Daniel Auteuil …. Jean

Pra quem gosta de Comida… assista filmes…

Babette x Estômago 1 - Filmes Extraordinários

É na culinária francesa e na ítalo-brasileira que dois filmes, um francês e o outro brasileiro, narram suas histórias. O primeiro com toda a manifestação da bondade e o outro nem tanto.

Enquanto A festa de Babette (Dinamarca) é cheio de símbolos cristãos demonstrando o poder de D´us no ceder e abençoar os outros, Estômago (Brasil) é a verdadeira manifestação do brasileirismo da “carne” onde a comida é o meio de se adquirir o poder sobre a comunidade, totalmente humanista.

Desta forma, Babette é um filme delicioso sobre amor, fé, sacrifício e, naturalmente, o prazer do alimento.

Enredo de “Babettes gaestebud”, ou melhor, “A Festa de Babette”:
A fim de escapar da sórdida repressão da Paris de 1871, Babette desembarca, em meio a uma tempestade, na costa selvagem da Dinamarca.

Na pequena aldeia de Jutland, ela procura as irmãs Martina e Philippa, senhoras muito puritanas, filhas do pastor da região, e lhes apresenta uma carta de recomendação de Achille Papin, um cantor de ópera que, no passado, fora professor de canto de Philippa. Em sua carta, Papin lhes pede que acolham Babette em sua casa. Por sua vez, esta lhes pede para trabalhar como criada, tendo em troca apenas um quarto para morar. Depois de muito pensarem, principalmente pelo fato de Babette ser católica, elas terminam a aceitando. Em pouco tempo, Babette se integra à austera tradição protestante da comunidade.

Quatorze anos depois, ela ganha 10.000 francos na loteria, o que vai lhe permitir voltar à sua pátria. Entretanto, o inesperado acontece. Babette resolve gastar todo seu dinheiro em um jantar tipicamente francês, a fim de comemorar dignamente o centenário de nascimento do falecido pastor, mesmo que para isso tenha que passar o resto de seus dias vivendo como criada das irmãs protestantes.

Os doze convidados para o jantar, tendo sempre vivido em Jutland e sendo pessoas simples, não conheciam nada sobre a culinária francesa e, menos ainda, sobre os pratos sofisticados que eram servidos no Café Anglais, lugar onde Babette trabalhara como cozinheira.
Assim, com a habilidade de fazer as pessoas sentirem prazer através do paladar, Babette faz com que o jantar se transforme num verdadeiro banquete que as duas irmãs e os habitantes da pequena aldeia jamais esquecerão.

Acho que a intenção, bem realizada é: O banquete em memória do pastor é uma alusão clara à “Última Ceia” e, por extensão, à liturgia cristã. Para o mesmo, sentam-se à mesa doze pessoas, representando os doze apóstolos. Babette é claramente uma imagem de Cristo: pobre, ela chega misteriosamente a uma pequena comunidade, trabalha como criada e, no final, presenteia a todos com um lauto banquete. Por outro lado, o prato principal servido por Babette chama-se “Codorna no Sarcófago”: Codorna significando “maná” (alimento espiritual de origem divina que consola a alma); e Sarcófago, palavra vinda do latim, ’sarcophagus’, que significa “aquele que come carne”. Assim, o prato principal é uma evidente alusão às palavras de Cristo: “Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem come deste pão, viverá para sempre. E o pão que eu vou dar é a minha própria carne, para que o mundo tenha vida” (João 6, 51).

Já Estômago

Tem como sinopse:
Na vida há os que devoram e os que são devorados. Raimundo nonato, nosso protagonista, descobre um caminho à parte: ele cozinha. E é nas cozinhas de um boteco, de um restaurante italiano e de uma prisão – o que ele fez para acabar ali? – que Nonato vive sua intrigante história. E também aprende as regras da sociedade dos que devoram ou são devorados. Regras que ele usa a seu favor, porque mesmo os cozinheiros têm direito a comer sua parte – e eles sabem mais do que ninguém, qual é a parte melhor. Uma fábula nada infantil sobre poder, sexo e a gastronomia.

E sua intenção é lançar um olhar nada complacente sobre a realidade brasileira contemporânea. Sob a aparência de uma comédia satírica, o filme nos oferece uma aguda reflexão social, que atravessa os diferentes extratos sociais. No país do “fome zero” e da “cultura antropofágica” exposta por Glauber Rocha, a parábola traçada pelo diretor aponta para as entranhas de uma contraditória realidade.” poder, sexo e culinária”.

Como disse o crítico Affonso Romano de Sant´anna do Estado de Minas, sobre o Filme estômago:
“Os que tentam sintetizar a estória dessa película dizem que é uma espécie de A Festa de Babete numa prisão brasileira. Não, mais que isso, muito mais que isso. Só vendo. Não dá para contar. Nessa obra está o universo canibal e antropofágico que toma a culinária como metáfora. O primitivismo dos marginais encarcerados e a sofisticação da gastronomia italiana. Também a ambígua recusa do primitivo diante da sofisticação. O filme não faz qualquer discurso verbal-social e, no entanto, é clamoroso.”

Ganhadores de vários Prêmios os Filmes encantam vários espectadores, na terrinha e fora dela. Vale muito à pena conferir.

La Veuve de Saint-Pierre

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“La Veuve de Saint-Pierre” é uma brilhante história, sem cair em nenhum clichê que poderia transformá-la em apenas mais um drama amoroso.
O amor é o grande tema deste magnífico filme do prestigiado diretor francês Patrice Leconte. Mas não um amor tradicional, é um amor genuíno e quase que fraternal.

No elenco , os atores ajudam a construir um enredo atrativo e convincente. Juliette Binoque atua impecavelmente e forma com Daniel Auteuil um casal formidável: os atores nos convencem do amor de seus personagens, que exalam envolvimento e paixão.
A trilha sonora e a fotografia também merecem destaque: as músicas e as belas tomadas completam o clima de envolvimentos e tensões – não só amorosas. Junte bons atores, um Canadá gelado e a música adequada: está feito um bom filme.

Vide trailer do Filme:

Sinopse

Em 1849 a calma de uma comunidade pequena na ilha de St. Pierre, na costa do Canadá francês, é rompida quando dois bêbados, Ariel Neel Auguste (Emir Kusturica) e Louis Ollivier (Reynald Bouchard), matam de forma insensata Coupard (Michel Daigle). Ambos são sentenciados a morte, mas Ollivier, que tinha sido condenado a trabalhos forçados, morre em um acidente a caminho da prisão. Já o outro réu, Neel, fica esperando que chegue à cidade uma guilhotina, pois a república exige que qualquer civil que tenha recebido a pena capital tem de ser guilhotinado. Além do instrumento de execução também é necessário um carrasco, pois não há ninguém na ilha que queira exercer esta função. Enquanto o governador (Michel Duchassoy) e seus assessores solicitam que o governo lhes mande uma guilhotina, Neel Auguste fica confinado em uma cela que é muito próxima da casa de Jean (Daniel Auteuil), o capitão, que controla a polícia e o presídio. Logo sua mulher, Pauline (Juliette Binoche), sente vontade de conhecer o prisioneiro e lhe pede que a ajude em fazer um jardim. Meses se passam antes que uma guilhotina velha possa ser mandada da Martinica, pois lá receberam uma nova, e Neel se torna o protegido do capitão e de sua esposa, que o tratam com generosidade. Em retribuição, ele executa atos altruístas para a comunidade, com Pauline guiando Neel para a redenção através de trabalho, sobriedade e estudo. Porém os homens da pequena elite francesa, que governa o lugar, critica o capitão pelo apoio que ele dá para sua esposa. Logo Neel se torna um membro popular da comunidade, no entanto isto enfurece as autoridades e faz com que o governador da ilha não queira só executar Neel, mas também que o capitão seja castigado por sua benevolência com o prisioneiro.

Informações Técnicas
Título no Brasil: A Viúva de Saint-Pierre
Título Original: La Veuve de Saint-Pierre
País de Origem: França
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 112 minutos
Ano de Lançamento: 2000
Site Oficial:
Estúdio/Distrib.:
Direção: Patrice Leconte

Elenco
Juliette Binoche …. Pauline
Daniel Auteuil …. Jean

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